terça-feira, 31 de agosto de 2010

A vida esta passando

As idéias vão acumulando em minha mente e tenho vontade de colocá-las em pratica todas de uma vez. Essa sensação me causa tontura, sinto que estou perto do que quero, mas não sei o que escolher.
Meus olhos pesam, minha mente pesa, o meu corpo pesa, tenho que gritar, correr, falar para poder caminhar sem me culpar.
A vida esta passando diante dos meus olhos e me desespero por ver tanta gente parada olhando. Pergunto-me a todo o momento como podem ser felizes? Como seguem caminhando com a consciência tranqüila e por que eu não consigo seguir?



Todos estão felizes e nem todos se preocupam com o que sinto, somos todos mentirosos e egoísta, mas a cada dia que passa mentir, para mim se torna mais difícil, começa a não fazer parte da minha personalidade.
Eu sou como uma atriz a cada momento interpreta de modo diferente o que se passa na vida das pessoas e acrescento minha vida na vida delas para que fundidas possa dar uma grande história. Sou vários personagens e todos me confundem e chego a conclusão que se as duvidas não existissem, talvez nunca seria eu. 

A Rosa

 




Composição: Chico Buarque

Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes troca meu nome
E some
E some nas altas da madrugada
Coitada, trabalha de plantonista
Artista, é doida pela Portela
Ói ela
Ói ela, vestida de verde e rosa
A Rosa garante que é sempre minha
Quietinha, saiu pra comprar cigarro
Que sarro, trouxe umas coisas do Norte
Que sorte
Que sorte, voltou toda sorridente
Demente, inventa cada carícia
Egípcia, me encontra e me vira a cara
Odara, gravou meu nome na blusa
Abusa, me acusa
Revista os bolsos da calça
A falsa limpou a minha carteira
Maneira, pagou a nossa despesa
Beleza, na hora do bom me deixa, se queixa
A gueixa
Que coisa mais amorosa
A Rosa
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa
Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes me chama Alberto
Alberto
Decerto sonhou com alguma novela
Penélope, espera por mim bordando
Suando, ficou de cama com febre
Que febre
A lebre, como é que ela é tão fogosa
A Rosa
A Rosa jurou seu amor eterno
Meu terno ficou na tinturaria
Um dia me trouxe uma roupa justa
Me gusta, me gusta
Cismou de dançar um tango
Meu rango sumiu lá da geladeira
Caseira, seu molho é uma maravilha
Que filha, visita a família em Sampa
Às pampa, às pampa
Voltou toda descascada
A fada, acaba com a minha lira
A gira, esgota a minha laringe
Esfinge, devora a minha pessoa
À toa, a boa
Que coisa mais saborosa
A Rosa
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia?
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa